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A Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo promoveu, nesta quinta-feira (20), uma roda de conversa com mulheres do Assentamento Melodia, na região do Bálsamo. A atividade integrou a programação do Agosto Lilás e começou com as participantes compartilhando suas histórias de vida, em um ambiente de proximidade, escuta e acolhimento.
“Na zona rural, às vezes, é ainda mais difícil para uma mulher denunciar e até mesmo reconhecer a violência sofrida. Por isso, estamos levando informação às comunidades rurais para que todas se sintam acolhidas e saibam onde pedir ajuda e também como ajudar, levando o conhecimento para suas amigas e familiares”, afirmou a presidente Tania Ferreira (PP).
Durante a conversa, a diretora da Procuradoria da Mulher, Camila Acosta, acompanhada da assessora especial Josilene Rondon, explicou as diferentes formas de violência e orientou as participantes sobre a rede de proteção. Em seguida, todas as presentes receberam panfletos com os canais de atendimento e denúncia.
“Gostei bastante da conversa. Tinha algumas coisas que a gente nem conhecia e que é importante estarmos sabendo. Muitas mulheres sofrem agressões e não sabem aonde procurar ajuda. Aprendemos muito e vamos passar a mensagem pra frente”, disse a agricultora Mari da Silva.
Agosto Lilás
O Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, realizada no mês de aniversário da Lei Maria da Penha. A mobilização divulga direitos e formas de prevenção, além de incentivar as vítimas e a sociedade a romperem o silêncio e procurarem ajuda.
Violência contra a mulher
Até esta quinta-feira, Mato Grosso do Sul já contabiliza 22 feminicídios ocorridos em 2026. Segundo o Monitor da Violência Contra a Mulher, com dados até 1º de agosto, são 12.245 violências domésticas no Estado, com uma média de 57 casos por dia.
Denúncias
A Procuradoria da Mulher está à disposição na sede do Legislativo e no telefone 9.9170-7484 para acolher, orientar e encaminhar as demandas aos órgãos competentes. Denúncias também podem ser feitas diretamente à Polícia Militar e à Central de Atendimento à Mulher, pelo 190 e 180, respectivamente.